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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Dicas: área bancária, estabilidade e chance de ascensão na carreira

Antigamente a realização de qualquer pai era ver seu filho trabalhando no Banco do Brasil. O emprego dos sonhos de qualquer trabalhador, não só pelo bom salário oferecido e a estabilidade de um órgão público, mas também pelo status que a instituição representava. Mas e hoje, ainda é assim?
A área bancária é constituída basicamente pela carreira administrativa, que inclui os cargos de Escriturário, Técnico Bancário e Auxiliar Administrativo, em que o servidor ao longo do tempo poderá concorrer a cargos comissionados como os de Gerência; e pela carreira técnico-científica, composta por Advogados, Arquitetos, Engenheiros e Médicos, nas quais é possível obter promoções automáticas por tempo de serviço efetivo.
Funcionária do Banco do Brasil desde 1987, Regina* conta que sempre se sentiu atraída pela área financeira e que a influência do pai, também bancário, contribuiu em sua escolha: “Fiz dois concursos para Escriturário. No primeiro não passei, sempre foi muito concorrido. Na época o salário era muito bom, tanto que passei a receber quatro vezes mais do que recebia no emprego anterior”, lembra.
Para se ter uma idéia da concorrência acirrada, somente no último concurso aberto em maio deste ano pela Caixa Econômica Federal para formação de cadastro reserva de Técnico Bancário, foram 767 mil inscritos em todo o país.
Os mais visados

As vagas de Técnico Bancário, aliás, são das mais disputadas, justamente pelo nível de escolaridade exigido. O profissional que atua nessa função exerce basicamente atividades administrativas voltadas ao atendimento de clientes e ao público em geral, de forma a contribuir para a realização de negócios, possibilitando o alcance de metas e a satisfação dos clientes internos e externos. A remuneração inicial fica em torno de R$ 1.200, podendo ultrapassar os R$ 1.800 se considerados o auxílio-refeição e o auxílio-cesta alimentação.
Outra função de nível médio bastante procurada é a de Escriturário. Ele é responsável pelo atendimento ao público, contato com clientes, redação de correspondências em geral, conferência de relatórios e documentos, controles estatísticos, atualização e manutenção de dados. O salário inicial é em média de R$ 900, acrescido de 25% de gratificação mensal.
Mas esse pode ser apenas o começo. “Apesar de almejar cargos mais altos como gerente, a única forma de ingressar no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal, que são os mais concorridos, é através desses cargos. Com o tempo o funcionário pode prestar concursos internos para outras funções”, explica o coordenador geral do curso preparatório Siga, Carlos Alberto De Lucca.
Boas perspectivas na carreira

A possibilidade de ascensão profissional dentro da área bancária é um grande atrativo para a maioria dos candidatos. Ao contrário de outros órgãos, em que o servidor sabe que vai exercer o mesmo cargo pelo resto da vida, em instituições financeiras públicas o servidor que ingressa na carreira como Técnico Bancário, por exemplo, função que exige apenas o nível médio, pode chegar ao posto de Gerente ao passar dos anos.
Esse é o objetivo de Ivanilde de Souza, 35 anos, moradora de Araçatuba, no interior paulista. Ela possui nível superior completo em Administração de Empresas, mas irá prestar concurso para Técnico Bancário do Banco do Brasil, cujo edital é aguardado ansiosamente para 2009. “Pretendo iniciar nessa função, pois poderei fazer concurso interno pra Diretoria, por ter grau superior”, revela.
Ivanilde já é funcionária pública no município onde mora, mas para alcançar sua realização profissional quer atuar na área em que se formou: “Sempre gostei da área financeira, optei por Administração em Finanças no último ano da faculdade. Acho que o que mais chama atenção é a estabilidade do cargo público e também o fato de ter oportunidade de crescimento na empresa”, ressalta.
Na jornada rumo à aprovação, a candidata já prestou dois concursos para o Banco do Brasil, mas apesar de ter se saído relativamente bem, não conseguiu classificação. Já na seleção que participou da Caixa Econômica Federal para o pólo de Londrina (PR), conseguiu se classificar em 500º lugar, mas não sabe se será convocada. “Agora preciso melhorar meu desempenho, para conseguir uma boa classificação”, avalia.
Vantagens
De acordo com o professor De Lucca, o que atrai candidatos para a área é principalmente, a jornada de trabalho de seis horas diárias e o plano de carreira: “Estes concursos atraem diversos públicos, em especial os universitários. A carreira bancária é uma grande oportunidade, sobretudo para os jovens que concluíram o ensino médio ou estudam em curso superior. A instituição pode custear até 50% da faculdade particular do funcionário”.
Para Regina, que hoje é Gerente de Relacionamento de uma agência do Banco do Brasil, o que mais chama atenção são os benefícios. “É um mercado em que se aprende muito e também vale a pena pelos benefícios recebidos, como auxílio alimentação-refeição e cesta alimentação, auxílio-creche, vale-transporte, salário família, assistência médica, participação nos lucros, plano de previdência complementar, bolsas de graduação, pós-graduação e de idiomas”, contabiliza.
A candidata Ivanilde concorda: “Essa área oferece bom retorno financeiro advindo da participação nos lucros da empresa”. Isso acontece porque os bancos públicos, como Nossa Caixa, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNB, BNDES, entre outros, são empresas de economia mista, ou seja, não são órgãos da administração direta. Seus respectivos governos, federal ou estadual, são acionistas e, portanto, visam o lucro.
Para se sair bem

As matérias pedidas nos últimos concursos foram Português, Matemática, Matemática Financeira, Raciocínio Lógico, Conhecimentos Bancários, Atendimento e Atualidades. “As provas são muito parecidas com as dos outros concursos, devendo o candidato ficar muito atento com o conteúdo programático. A sugestão é começar os estudos o quanto antes e resolver as provas anteriores”, orienta De Lucca.
*O nome foi trocado a pedido da entrevistada para preservar sua identidade.(Jornal dos Concursos)

Dicas: mudar de cidade por estabilidade e salário vale a pena, dizem aprovados

Concursos federais possibilitam transferência após dois ou três anos. Especialistas advertem para morar longe da família e custo de vida. Candidatos em busca de estabilidade e atraídos pelos bons salários do setor público muitas vezes se inscrevem em concursos que oferecem vagas em locais distantes de sua cidade de origem, sem levar em conta se irão ou não se adaptar ou se a remuneração compensará os gastos que terão longe de casa.
Especialistas advertem que o candidato deve pesar se ficará bem longe da família e dos amigos e se a remuneração vale o esforço.
Formada em moda e economia, a carioca Carolina Dias Tocalino, de 28 anos, resolveu prestar concurso após tentativas frustadas de encontrar um emprego que gostasse com bom salário.
Após três provas, passou em concurso para analista judiciário no Tribunal Superior do Trabalho. Há quatro meses, mudou-se para Brasília para assumir o cargo.
"Trabalho sete horas por dia e tenho um salário bom. Numa empresa privada, talvez tivesse que trabalhar 12 horas por dia. Estou gostando bastante porque minha qualidade de vida é ótima", conta. Para ser aprovada, diz que ficou um ano estudando dez horas diariamente.
Apesar de se dizer feliz, afirmou que a distância da família e dos amigos é "difícil". "Fico meio sozinha, mas acho que é assim mesmo até formar um círculo de amizades. No começo, a gente fica com medo de não gostar da cidade, não fazer amigos, não arranjar namorado, não conseguir fechar o circuito. Sinto falta da família, dos amigos, mas tudo compensa pelo fato de estar trabalhando."
O veterinário Marcelo de Andrade Mota, de 33 anos, já tem mais experiência no assunto: está em Brasília há seis anos, quando passou num concurso para o Ministério da Agricultura.
A família de Marcelo mora no Ceará, mas, quando passou no concurso, ele estava em Belo Horizonte, onde fazia doutorado.
"Fiquei em dúvida se continuava o doutorado ou vinha para Brasília. Na época não tinha outras coisas para ponderar. Acabei vindo e terminei o doutorado depois." Ele afirmou que a adaptação a Brasília foi difícil, mas compensou.
"A cidade é muito boa em termos de segurança, o clima é agradável. Sinto falta de mar, de família e de ter uma identidade maior com o lugar. Mas hoje eu não sei se sairia daqui, não identifico outra posição onde teria uma qualidade de vida tão boa."
Cibele Moreira Chamorro Navarro, de 21 anos, passou no concurso da Polícia Rodoviária Federal no ano passado e, desde março deste ano, saiu do Rio de Janeiro para fazer o curso de formação em Belém (PA).
Ela começou a estudar desde os 17 anos para concurso público, mas nunca havia pensado em mudar de estado. Quando viu o bom salário oferecido (R$ 5,2 mil) para policial e a estabilidade proporcionada, não hesitou – se preparou para o concurso por dois anos, sabendo que teria de morar ou em Mato Grosso ou no Pará.
Cibele confessa que está bastante entusiasmada com o curso de formação e está se identificando com a nova profissão. “Estou crescendo e aprendendo muita coisa”.
É seu primeiro emprego. Ela mora com uma colega do curso em um apartamento alugado em Belém. A carioca diz que fala com a família todos os dias por telefone. E está preparada para ser mandada para qualquer lugar entre os dois estados após o término do curso.
Transferência
Mesmo em concursos federais, como os de Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Receita Federal, que permitem transferência, a possibilidade de voltar para a cidade ou estado de origem normalmente só se dá após dois ou três anos de permanência na localidade em que ele ingressou.
Dicas
Para Fábio Gonçalves, diretor executivo do curso preparatório Academia do Concurso, antes de mais nada o candidato deve questionar se a remuneração vale a pena.
“Muitas pessoas moram com a família ou em casa própria e têm vários benefícios na cidade de origem. Quando passam em um concurso e vão para a outra cidade, percebem que, com os novos gastos, terão um poder aquisitivo menor. Por isso, é muito importante fazer as contas, Às vezes, vale mais a pena continuar se preparando para um concurso mais próximo”, diz.
Ele afirma ainda que mesmo se a remuneração valer a pena é importante ter certeza de que vai conseguir viver bem longe da família e dos amigos.
“Se for um concurso com várias opções de localidade, é melhor escolher uma localidade que o candidato goste. Se ele gosta de praia e sol e não se adapta ao frio, não seria uma boa opção concorrer a cidades do Sul do país, por exemplo”.
Ele recomenda a quem está disposto a exercer o cargo público longe de casa que opte para concursos da área fiscal para nível superior e para os de tribunal para nível médio devido às altas remunerações.
Cláudio Borba, professor de direito tributário e dono de um cursinho preparatório em Campos de Goytacazes (RJ), diz que o salário e a estabilidade sempre superam a questão da distância.
“Alguns alunos meus passaram para auditor da Receita em Rio Branco (AC), tiveram depressão no começo, mas acabaram se acostumando. O prestígio que se tem nessas localidades mais distantes ajuda na adaptação das pessoas”.(G1-Fotos: Divulgação/Arquivo Pessoal )

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Dicas: Para organizadoras, inscrição para concurso no último dia traz riscos

Os candidatos que deixam para o último dia para se inscrever em concursos públicos podem colocar a vaga em jogo. De acordo com algumas das principais organizadoras do país, os últimos dias são os mais procurados pelos candidatos. E, com a demanda maior, há risco de congestionamento nos sites em que as inscrições são realizadas.
Além disso, o candidato que deixa para se inscrever no último dia deve ficar atento à data de pagamento da taxa – normalmente ela também deve ser paga até o último dia de inscrição.
Questionadas se não seria arriscado o candidato se inscrever no começo das inscrições e depois se deparar com retificações no conteúdo do edital que poderiam faze-lo desistir de participar do concurso, a maioria informou que normalmente a pessoa pode pedir devolução da taxa de inscrição.
Fundação Cesgranrio
De acordo com Avelino Werner, coordenador de concursos da Cesgranrio, normalmente os três últimos dias são os mais procurados pelos candidatos. Segundo ele, o site da organizadora está preparado para o recebimento de um grande número de inscritos, mas podem ocorrer outros problemas técnicos com o servidor, que acabam dificultando os acessos. Werner informou que o candidato já inscrito que desistir devido a retificações no edital pode solicitar devolução da taxa.
Fundação Vunesp
De acordo com a assessoria de imprensa, a Vunesp nunca registrou qualquer problema em relação a excesso de acessos no último dia. Mas a fundação ressalta que é arriscado o candidato perder o prazo para pagamento do boleto – normalmente a taxa deve ser paga até o último dia de inscrição. Segundo a Vunesp, a ficha de inscrição deve ser preenchida até das 16h do último dia. E o boleto de pagamento deve ser impresso após o preenchimento da ficha. Ainda de acordo com a Vunesp, quando os requisitos exigidos são alterados, e o candidato deixa de preenchê-los, ele pode pedir o ressarcimento do valor da inscrição.
Consulplan Consultoria
O diretor da Consulplan, Elder Abreu, diz que é muito arriscado deixar para se inscrever no último dia. “No caso da inscrição online, a procura pode ser muito grande, o que normalmente gera um congestionamento no site, tornando o acesso difícil e demorado”, diz. Segundo ele, devido ao grande número de acessos, podem ocorrer problemas técnicos que inviabilizam a inscrição. Nas inscrições presenciais também é arriscado deixar para o último dia devido às grandes filas. A Consulplan informou que geralmente as mudanças no edital ocorrem entre a divulgação do edital e a abertura das inscrições – portanto, o candidato não corre o risco de mudança das regras após increver-se. E, nos editais feitos pela organizadora, consta a determinação de devolver a taxa de inscrição somente em caso de cancelamento do processo seletivo.
Fundação Universa
De acordo com Alexandre Cardoso, diretor de concursos da Universa, é natural que no último dia de inscrições os sites das organizadoras fiquem mais lentos, em função do grande volume de acessos.
Por isso, ele recomenda que os candidatos façam as inscrições com antecedência. “Quando ocorrem retificações que mudam substancialmente o edital e conteúdo programático, novo período de inscrições é concedido”, diz Cardoso.
Mas, segundo ele, a Universa já devolveu a taxa de inscrição nesses casos. Por isso, ele recomenda que se faça a pré-inscrição antes e agende o pagamento da taxa para o último dia.
Cespe/UnB
O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) informou que muitos candidatos costumam deixar a inscrição para os últimos dias, mas que está sempre preparado, com equipes monitorando o funcionamento do site, para evitar qualquer problema.
O candidato pode pedir ressarcimento quando uma retificação no pré-requisito para o cargo pretendido o impeça de participar do concurso. Mas, no caso de alteração da data prevista para a prova, a taxa não é devolvida.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Dicas: comer chocolate pode melhorar raciocínio lógico

Depois de horas olhando para aquele amontoado de números, o cérebro parece que vai entrar em colapso antes que se chegue a um resultado. Mas, que tal uma tentadora barrinha de chocolate para agilizar o raciocínio? Segundo uma pesquisa publicada pela versão online do britânico Telegraph, nesta sexta-feira, os flavonóides presentes no cacau dão uma forcinha extra em questões que envolvem os números. Conduzida por uma equipe da Universidade de Northumbia, a pesquisa examinou o rendimento de um grupo de 30 voluntários, que haviam tomado uma bebida de chocolate com 500mg de flavonóides, frente a uma questão matemática: contar de trás para frente, pulando de três em três números, de 999 a 800. Ao fim do experimento, os candidatos mostraram agilidade na contagem e um cansaço mental menor. Embora a quantidade oferecida no estudo seja muito mais elevada do que a ingerida diariamente em dietas balanceadas, o ideal é que o mínimo de flavonóides esteja presente no regime alimentar. "Mesmo as barras de chocolate que contêm 100mg de flavonóides ainda apresentam efeitos no cérebro", ressalta Emma Wightman, uma das líderes do estudo. Gostou da dica? Então, uma idéia é não deixar de acrescentar no dia-a-dia o chocolate amargo (contém mais flavonóides do que as demais qualidades do doce), além das frutas e vegetais ricos em polifenóis. "Quantidades variadas da substância ajudam no raciocínio", completa o pesquisador David Kennedy, um dos co-autores da pesquisa.(Terra)

terça-feira, 31 de março de 2009

Dicas: Algumas dicas de estudo para a prova do Ministério da Fazenda levando em conta o edital

O concurso do Ministério da Fazenda para 2 mil vagas de assistente técnico-administrativo, que exige nível médio e cujo salário é de R$ 2.590,42, deve ser um dos mais concorridos do ano, apontam especialistas. A organizadora é a Escola de Administração Fazendária (Esaf), do próprio ministério. A prova será aplicada no dia 10 de maio.
Professores deram dicas de estudo levando em conta o conteúdo do edital.
De acordo com Carlos Alberto De Lucca, coordenador geral do curso preparatório Siga Concursos, as disciplinas de português, direito tributário e direito previdenciário são as que têm maior peso na prova e, portanto, exigem mais atenção do candidato.
Segundo ele, de 20 questões de português, o candidato deve acertar pelo menos 8 para não ser eliminado. E, se gabaritar na disciplina, já consegue 40 (ou um terço) do total de 120 pontos.
Considerada a prova inteira, De Lucca lembra que é preciso que o candidato acerte pelo menos 72 pontos (ou 60% do total de 120) para poder ser aprovado no concurso.
O professor recomenda que o candidato dedique um dia de estudo para português, outro dia para direito tributário e previdenciário e o outro dia para as demais disciplinas (raciocínio lógico, informática, direito administrativo e constitucional).
Raciocínio lógico e informática
Para De Lucca, a disciplina de raciocínio lógico engloba conteúdo parecido com o de outras provas para cargos de nível médio da Esaf. Por isso, ele recomenda que o candidato faça provas anteriores da organizadora para treinar.
No caso de informática, o especialista indica que o candidato priorize os conteúdos de software livre Linux, BrOffice, internet e redes.
Português
Segundo De Lucca, a Esaf costuma colocar textos na prova de português e, a partir deles, apresentar questões. “Para ganhar tempo, o candidato deve ler a questão primeiro para depois ir aos textos, já direcionado para o que a pergunta pede”, diz.
Tatiane Félix da Cruz, professora de português da Central de Concursos, recomenda que o candidato estude principalmente regência e concordância nominal e verbal. Por ter peso dois, ela indica que o candidato comece o exame pela prova de português. Além disso, tanto os textos quanto as alternativas costumam ser longos, o que demanda muita concentração.
Direito previdenciário
O professor de direito previdenciário Ítalo Romano Eduardo diz que os candidatos devem se dedicar aos aspectos constitucionais da seguridade social (artigos 194 e 195 da Constituição); salário de contribuição; prazos de recolhimento, que foram alterados recentemente pela Medida Provisória 447; e acréscimos legais e juros e multas, alterados pela MP 449.
Segundo ele, o candidato deve estudar o decreto 3048/99, que trata do regulamento da Previdência Social, especificamente os artigos 194 a 255. “Todo o conteúdo do edital para a disciplina está ali”, diz.
Direito tributário
Cláudio Borba, professor de direito tributário, diz que o candidato deve estudar a disciplina de forma bem objetiva. “As perguntas serão em cima do que diz a lei”, afirma.
Ele recomenda que o candidato estude o Código Tributário Nacional (lei 5.172/66), dos artigos 3 a 67, 114 a 118, 127, 139 a 175 e 201 a 208. Além disso, é importante estudar a Constituição, dos artigos 145 ao 154. “Mas tem que entender o que os artigos dizem, e não apenas decorar."
Direito administrativo e constitucional
Segundo Elias Freire, professor de direito administrativo, a Esaf costuma explorar todos os pontos do edital na disciplina. Por isso, ele recomenda que todos os itens devem ser estudados.
Ele diz que o candidato deve dar especial atenção para o que será pedido na lei 8.112/90 e para dispensa e inexigibilidade na parte de licitação, além do código de ética do servidor.
Sylvio Motta, editor de Concursos da Editora Campus/Elsevier, diz que os Títulos I, II e III da Constituição caem inteiros na prova, além dos três primeiros capítulos do Título IV.
“Isso, no entanto, não deve assustar ao candidato, pois apenas noções desses temas podem ser exigidas”, ressalta Motta. Segundo ele, na prova existe uma maior chance de questões envolverem jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
Motta aposta que a prova terá o grau de dificuldade próximo ao dos concursos para a Receita Federal nas disciplinas de direito tributário, direito previdenciário e informática. (G1)

quinta-feira, 19 de março de 2009

Dicas: 10 mandamentos para passar no 'concurso dos sonhos'

1. Busque motivação no estudo
Lembre-se dos motivos que o levam a estudar para o concurso. Faça um cronograma de estudos e avalie constantemente como está seu desempenho conforme você faz exercícios e questões de provas anteriores.
2. Não abandone o lazer
Planeje o tempo de estudo e de descanso. Com organização, disciplina e força de vontade é possível conciliar estudo eficiente com lazer. Estudar com qualidade de vida é muito mais produtivo que estudar 14 horas por dia.
3. Esqueça a concorrência
Não pense na relação candidato-vaga durante os estudos. A maior parte dos candidatos não está preparada e vai fazer a prova contando somente com a sorte. O objetivo é tentar fazer o máximo de pontos, mas ficar satisfeito se acertar o mínimo para passar.
4. Prepare-se com antecedência
Normalmente, o edital é publicado de 45 a 90 dias antes da data de realização das provas. Por isso, o ideal é iniciar os estudos antes da publicação do edital, dedicando-se às disciplinas básicas comuns à maior parte dos concursos.
5. Estude conforme o edital
Estude somente as disciplinas e os programas do concurso previstos no edital. Prepare-se conforme o peso de cada disciplina dedicando mais tempo às que têm peso maior e menos tempo às que têm peso menor.
6. Faça provas anteriores e simulados
Com isso, o candidato passa a conhecer os diversos estilos de prova. O estudante aprende o que o examinador acha importante e treina a velocidade de resolução. Depois de algum treino, resolva questões por um tempo um pouco maior do que o que será permitido no dia da prova para aumentar a resistência. Depois, resolva questões em um tempo menor para aumentar a pressão. Quando a data do concurso estiver próxima, passe a realizar provas em condições absolutamente iguais às que você irá enfrentar.
7. Prepare-se para todas as fases do concurso
Um concurso pode ter várias fases dependendo do que o selecionador julgar necessário avaliar no candidato. Normalmente, cada fase é caracterizada por um tipo de prova. Alguns concursos têm somente provas objetivas. Outros também têm provas discursivas, exames físicos e provas orais.
8. Preste outros concursos
Preste todos os concursos que achar interessante. Além de ser um ótimo treino, pois a maior parte das disciplinas costuma cair em vários exames, a prática aumenta a chance de ser aprovado, nomeado e continuar estudando (já empregado no serviço público) para a carreira mais desejada.
9. Às vésperas da prova, faça revisão
Na semana que antecede a prova, aproveite para rever as disciplinas fazendo principalmente resumos. Resolva a prova do concurso anterior. Dê atenção a todas as disciplinas levando em conta o peso - matéria com maior peso no concurso requer maior dedicação.
10. Na prova, comece pelas questões mais simples
Faça antes as questões mais fáceis. A seguir, resolva as mais trabalhosas e, na sequência, as mais difíceis. Leia cada enunciado com bastante atenção para não precisar ler de novo e não cair em alguma "pegadinha" por falta de atenção.
Fontes: Carlos Alberto de Lucca, coordenador geral do curso preparatório Siga Concursos, e William Douglas, professor, juiz e autor de 28 livros sobre técnicas e dicas de preparação para concursos

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

5 pequenas dicas para passar em concursos

Dica 01 – PERSEVERANÇA
O caminho é árduo, mas nunca se dê por vencido. Acredite em si. Se você duvidar de sua capacidade nada vai dar certo. Agora, cuidado, não acredite demais em si mesmo, identifique suas dificuldades, dúvidas e procure saná-las. Freqüente um bom cursinho, forme um grupo de estudos, identifique as matérias que você tem menos afinidade e dedique um tempo maior de estudo para elas. Em fim, seja perseverante, estabeleça seus objetivos “concursais” e persiga-o sem medir esforços.
Dica 02 – DISCIPLINA
Faça aquilo que estiver planejado. Cumpra com o seu planejamento. Estabeleça regras a serem seguidas, tais como: cuidado com o sono, horários pré-estabelecidos de lazer, horários de estudo matéria por matéria. Fazendo dessa forma você evita aquela sensação de frustração, de não cumprir com o que estava planejado para estudar. O bom mesmo é se superar, por exemplo, planejar estudar 4 horas e conseguir 6 horas ininterruptas, é planejar acabar dia tal com o conteúdo programático de determinada matéria e conseguir antecipar esta data.
Dica 03 – CONCENTRAÇÃO
Mais vale 3 horas de um estudo concentrado, anteriormente planejado, do que 8 horas de estudo disperso, interrompido, sem concentração. Quem nunca leu uma única linha várias vezes e não conseguiu absorver nada. Identifique horários do dia quando seu poder de apredizagem é maior. Alguns gostam de estudar nas primeiras horas da manhã, outros rendem mais estudando a noite. Não importa, perceba o que funciona melhor para você e concentre-se.
Dica 04 – PLANEJAMENTO
Saiba exatamente o dia em que você estará preparado para passar no concurso escolhido. Planeje seu estudo matéria por matéria, planeje suas revisões periódicas, programe resoluções de exercícios.
Dica 05 – MOTIVAÇÃO
Aqui mora um grande perigo. Já vi muita gente boa ficando no meio do caminho. Desistindo antes de completar o ciclo. Não desanime. Encontre motivação nos pequenos progressos. Alegre-se com suas conquistas e esteja preparado para as decepções. Entenda que obstáculos fazem parte de uma caminhada.

Sempre é bom termos em mãos algumas dicas para darmos mais atenção de como estamos iniciando e progredindo nossos passos para um 2009 cheio de concursos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Aprovado em concurso pode perder posse se não acompanhar ‘Diário Oficial’

É meus amigos, vida de concurseiro não precisa só de sacrifícios, mas de atenção também.
Especialistas recomendam leitura diária da publicação. Lei não prevê que órgão comunique candidato via correio. Algumas dicas para não ter problemas.
O candidato enfrenta uma rotina de sacrifício e dedicação para conseguir a tão sonhada vaga no serviço público. A recompensa vem quando seu nome aparece entre os aprovados no resultado final do concurso. Mas aí ele perde a nomeação e não pode assumir o cargo. Essa situação pode ser mais comum do que se imagina. É que muitos candidatos acham que serão chamados pelos órgãos via correio ou e-mail para assumirem o cargo.
No entanto, a única exigência prevista na lei que rege o funcionalismo público é que a convocação para a posse deve ser feita por meio do “Diário Oficial”.
Apesar de não haver regulamentação sobre o assunto, ou seja, nenhuma lei federal que estabeleça obrigatoriedade de enviar comunicado, os tribunais costumam dar ganho de causa aos candidatos, afirma Carlos Eduardo Guerra, presidente da Associação Nacional de Apoio e Proteção aos Concursos e professor de direito administrativo.
Foi o que aconteceu com uma candidata aprovada em concurso público no estado de Mato Grosso e se apresentou fora do prazo previsto porque não foi notificada do ato de posse.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso concedeu decisão favorável à candidata alegando que a administração pública não pode exigir que o candidato, aprovado em concurso público, proceda à leitura sistemática do “Diário Oficial” por prazo indeterminado para verificar se já foi nomeado.
Para os desembargadores, a convocação deve ser feita também em jornais diários de grande circulação e não há obstáculo para a convocação pessoal dos candidatos por outro meio de comunicação.
Na Justiça
Guerra diz que o candidato que perder a posse por não ter sido informado pelo órgão ou não ter visto seu nome no “Diário Oficial” pode tentar reverter o caso na Justiça. Ele terá de entrar com um mandado de segurança na Justiça até 120 dias após a publicação da nomeação. Mas, apesar de haver a possibilidade de ir à Justiça, Guerra acha que é mais coerente o candidato acompanhar de perto a convocação.
“A praxe dos órgãos é mandar telegrama, mas se eu fosse candidato não confiaria nisso. Eu acompanharia o processo de convocação no “Diário Oficial”, no site do órgão para o qual prestei concurso ou ligaria periodicamente para o setor de pessoal da entidade para checar”, diz. Segundo Guerra, o candidato deve ficar atento para sua nomeação principalmente quando o concurso é para formação de cadastro de reserva, já que a convocação depende da abertura de novas vagas. A validade dos concursos também é prorrogada por meio de edital divulgado no “Diário Oficial”, o que aumenta as chances de os aprovados serem chamados. Os candidatos também podem ser chamados aos poucos pelos órgãos. Se o candidato foi aprovado dentro do número de vagas previsto e o órgão convoca até uma determinada colocação, ele deve ficar atento às próximas convocações para não perder a vaga. Guerra ressalta ainda que o candidato deve manter o endereço sempre atualizado junto à organizadora para receber o comunicado da nomeação – os órgãos convocam os aprovados com base nas informações cadastrais fornecidas no ato da inscrição para o concurso.
Lei não prevê telegrama
De acordo com Wilson Granjeiro, professor de direito administrativo e diretor-presidente do curso preparatório OBCursos, a lei 8.112/90, que dispõe sobre o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Federais, exige apenas que a publicidade da nomeação seja feita por ato oficial no “Diário Oficial”.
“Não há nenhuma obrigatoriedade de se divulgar a nomeação em outros jornais ou outros meios como telegrama, e-mail ou fax diretamente para o candidato. Assim, o aprovado não pode alegar ignorância da lei”, diz. Para o professor, o candidato deve criar o hábito de ler o “Diário Oficial”, que pode ser acessado gratuitamente pela internet. Para isso, o candidato deve ter no computador o programa Adobe Reader ( clique aqui para baixar o programa ).
“Conheço casos de pessoas que estavam viajando e perderam o prazo. Aí, não tem o que fazer. Muitas pessoas que entram com ação perdem a causa”, informa. Segundo Granjeiro, após a nomeação ser publicada, o aprovado tem 30 dias para tomar posse. Depois de ser empossado no cargo, ele terá outros 15 dias para entrar em exercício. Se não assume o cargo, é exonerado. Granjeiro ressalta que a lei prevê que o candidato pode deixar uma procuração específica para alguém tomar posse no seu lugar em casos de doença, licença prêmio e maternidade, férias ou morte na família. Segundo ele, o candidato pode ainda abrir mão da posse caso desista de assumir o cargo naquele momento. Ele assina um termo e vai para o final da lista dos aprovados. Mas esse artifício só vale se estiver previsto no edital do concurso. Granjeiro recomenda que, para não perder a posse, os candidatos devem consultar periodicamente os sites do “Diário Oficial” e do órgão para o qual prestou concurso, telefonar para o departamento de recursos humanos da entidade e manter o endereço residencial e o de e-mail atualizados para recebimento de comunicados.
Ele ressalta que os órgãos públicos são obrigados a dar informação sobre o andamento do concurso aos candidatos que porventura telefonem ou se dirijam ao local. “Pode-se ainda pedir ajuda a amigos que tenham acesso à internet para verificar diariamente os sites referentes do concurso”, aconselha.
Acesso ao “Diário Oficial da União”
O “Diário Oficial da União”, ao qual se pode ter acesso pelo site http://www.in.gov.br/, colocou na página inicial a seção "Seleções e Concursos". No link “Mais concursos” vêm alguns destaques sobre o assunto, entre eles abertura de novos concursos, convocação para outras etapas do concurso e nomeações. Outras informações sobre concursos são publicadas na seção 3. No link “Pesquisa nos jornais” (no lado esquerdo da página) o candidato pode fazer a busca com palavra-chave e ter acesso a uma página de cada vez. Outra forma de ler é pelos links “e-Diários” e “In Busca Total”. Nesse caso, é necessário cadastro, que atualmente é gratuito.
Nessas duas formas de acesso, o candidato pode consultar todas as páginas da seção ao mesmo tempo e não uma de cada vez, o que pode facilitar ainda mais a busca do concurso. Ao acessar o arquivo do jornal, o candidato deve clicar no binóculo que fica na parte de cima da página e colocar a palavra-chave. (G1 com adaptações)
Diário Oficial do Pará: http://www.ioepa.com.br/

Tirando dúvidas de concurseiros em época de eleição

Mencionado no tópico da comunidade "TEMAS PARA O NOVO BLOG DA COMUNIDADE" pela nossa amiga concurseira Carla, assunto bem interessante, aqui vai as informações sobre nomeação em ano eleitoral.
Sempre em época de eleição, muitos concurseiros se perguntam: "Em ano de eleição podemos fazer concursos? Concurso no período das eleições é furada? Já fui aprovado, vou ser nomeado?". Vamos agora tirar essas dúvidas que "martelam" em nossas cabeças.
Ao contrário do que muitos pensam, a realização e homologação de concursos públicos não são proibidas em ano eleitoral. A lei das eleições (9.505/97), artigo 73, restringe apenas a nomeação, contratação ou admissão do servidor público nos três meses que antecedem o pleito até a posse dos eleitos, restrição esta feita à esfera em que ocorre a eleição, no caso do ano de 2008, somente no âmbito municipal, quando o Duciomar foi reeleito, lembram? Mas como não teve concursos municipais, o que é um absurdo em 4 anos de governo, nem tivemos problemas.
Mas se algum certame tivesse sido realizado a homologação do concurso municipal seria feita até três meses antes das eleições - no caso, até julho, as nomeações podem ocorrer em qualquer período do ano. Já em âmbitos federal e estadual, as nomeações ocorrem sem restrições.
De acordo com o promotor de Justiça eleitoral e Justiça criminal e autor do livro "Direito Eleitoral" pela Editora Campus/Elsevier, Francisco Dirceu Barros, o Tribunal Superior Eleitoral entende que a regra deve ficar restrita à esfera em que ocorre o pleito.
Como 2008 houve eleições municipais, ficaram liberadas no decorrer do ano todo as nomeações nos estados e na União. O contrário ocorrerá em 2010, quando haverá eleições para presidente, senador e deputados federais e estaduais. Somente os municípios poderão fazer nomeações de aprovados em concursos no decorrer do ano, isso se até lá algum concurso municipal for feito em Belém. Até agora, só Belém de Paraíba, que até tomamos um susto quando um tópico na comunidade apareceu dizendo que Belém ia fazer concurso público. Do mesmo modo, me enganei e tive que retirar a postagem para não confundir mais ninguém. Mas valeu a intenção.
Segundo Francisco Barros, o objetivo da lei é proporcionar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais, evitar apadrinhamentos eleitorais, impedindo que a nomeação seja trocada por votos, e impedir perseguições por politicagem, ou seja, que a opção do eleitor não seja obstáculo ao seu ingresso no serviço público.
Caso a lei não seja cumprida, o concurso não será anulado, pois não existe impedimento para a realização dos exames em ano de eleição. Mas, segundo Barros, podem haver sanções para o servidor e para a administração, como a anulação da nomeação e multa que varia de 5 a 100 mil UFIRs (unidade fiscal de referência). Em caso de reincidência as multas são duplicadas. O ato pode ainda caracterizar improbidade administrativa, de acordo com o promotor.
A lei, entretanto, abre exceções às nomeações. No período que vai dos três meses que antecedem o pleito até a posse dos eleitos, pode haver nomeação para cargos do Judiciário, do Ministério Público, dos tribunais ou Conselhos de Contas e dos órgãos da Presidência da República; e a nomeação ou contratação necessária à instalação ou ao funcionamento inadiável de serviços públicos essenciais. Mas para isso é necessária autorização prévia e expressa do chefe do Executivo.(G1 com adaptações)