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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa: veja o que mudou para os concursos

O fato de ser a disciplina exigida em todos os concursos públicos talvez seja o principal motivo que faça com que muitas pessoas não percebam que a disciplina de Língua Portuguesa é uma das que mais reprovam nessas seleções. Mas agora há um novo complicador que surge a partir da aplicação de dois itens do Decreto 6583 (Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa), que declara:1) O Acordo entra em vigor em 01/01/2009 (artigo 2º); e 2) Coexistirão as normas antigas e as novas até 31/12/2012 (§ único do mesmo artigo).
Aparentemente não há qualquer confusão, pois a conclusão imediata a que se chega é que os concursos públicos, as provas escolares e os vestibulares deverão considerar como corretas as duas formas ortográficas da língua: a antiga e a nova, até o final de 2012. Essa conclusão é aparentemente correta, principalmente quando nos referimos às provas discursivas, ou seja, a prova de redação ou aquela de questões abertas nas quais o candidato registra as respostas, com suas próprias palavras, de forma manuscrita. "Quanto a esses casos, não tenhamos dúvida: o candidato escreve pela forma antiga ou pelas novas regras, ou ainda pode redigir seu texto seguindo parte de uma maneira e parte de outra", esclarece o professor Nelson Guerra.
MAS EIS A GRANDE POLÊMICA (ou POLÉMICA):
E quanto às questões objetivas? O organizador do concurso pode exigir do candidato o conhecimento somente das novas regras? Pode exigir somente as regras antigas? Outra pergunta: o organizador pode elaborar questões exigindo o conhecimento a respeito das mudanças de uma norma em relação à outra?
Fomos buscar as respostas. O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB), um dos mais tradicionais organizadores de provas para concursos do país, respondeu SIM a todas essas perguntas. Segundo o doutor Marcus Vinicius Siqueira, coordenador acadêmico da Instituição, os candidatos deverão conhecer bem as normas antigas e as novas, assim como os pontos de mudança entre as duas. Somente nas provas discursivas "as bancas de correção serão orientadas para aceitar livremente ambas as formas de escrita durante o período de transição [de 2009 a 2012]", acrescentou o coordenador. Na Fundação Carlos Chagas, na ESAF, na Cesgranrio e na Vunesp, as respostas foram praticamente as mesmas. A maioria delas informa, ainda, que a redação utilizada na elaboração de suas questões (enunciado e alternativas) será grafada conforme o novo padrão oficial.
ATENÇÃO ESPECIAL NOS EDITAIS DOS CONCURSOS
Os candidatos devem ficar atentos, principalmente, ao conteúdo programático constantes do edital. "Para as questões objetivas, se o edital exigir o conhecimento ortográfico do Decreto 6583, somente este conhecimento será exigido. Daí a necessidade de conhecer a nova norma e as mudanças que ela introduziu. Se o edital for omisso a esse respeito, o candidato deverá conhecer as normas antigas e as novas", esclarece o professor Guerra, que há 15 anos atua na preparação de candidatos para concursos públicos.
Guerra faz ainda um alerta: "É importante que o candidato também leia sobre os motivos que levaram à existência da Reforma Ortográfica, assim como o seu processo de criação, pois o assunto poderá ser exigido também em outra disciplina: a de Atualidades ou Conhecimentos Gerais, muito presentes nos concursos de hoje em dia".(Folha Dirigida)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Cespe/UnB adota a reforma ortográfica

Nova ortografia da língua portuguesa pode ser cobrada nos concursos e seleções. Provas serão redigidas de acordo com a nova norma

Da Assessoria Técnica de Comunicação do Cespe/UnB

Com a homologação do acordo ortográfico da língua portuguesa, muitos candidatos manifestaram dúvidas sobre o que poderá ser cobrado em prova. Saber o que estudar e como os textos serão corrigidos são perguntas frequentes dos participantes de concursos e seleções promovidos pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB). Por isso, os professores Marcus Vinícius Soares, coordenador acadêmico do Centro, e Márcia Pacifici, revisora de língua portuguesa do Centro, esclarecem as principais dúvidas referentes ao acordo ortográfico. “O Cespe/UnB toma todos os cuidados para não prejudicar os candidatos. Essa mudança não será um problema”, garante Pacifici. Porém, isso não quer dizer que o conteúdo não será cobrado. Segundo a revisora, os candidatos devem atualizar seus conhecimentos de língua com base nas novas regras, assim como os juristas estudam as novas emendas de uma lei. “Até 2012, ambas as formas de escritas serão aceitas. Quanto antes os candidatos assimilarem as mudanças, melhor para o seu desempenho”, aconselha.

DÚVIDAS FREQUENTES

- Que tipo de ortografia o Cespe/UnB usará em suas provas?
As provas serão redigidas de acordo com a nova norma ortográfica vigente, inclusive com textos de referência adaptados às mudanças dessa reforma.
- Que ortografia será aceita nas respostas das provas discursivas?
Nas provas discursivas – em atendimento ao que está estabelecido no Decreto n.º 6.583, de 29 de setembro de 2008 – serão aceitas como corretas, até 31 de dezembro de 2012, ambas as ortografias, isto é, a forma de grafar e de acentuar as palavras vigente até 31 de dezembro de 2008 e a que entrou em vigor em 1.º de janeiro de 2009.
- A nova norma ortográfica será cobrada como conteúdo das avaliações do Cespe/UnB?
Os candidatos devem estar preparados para responder a questões objetivas acerca da nova ortografia, principalmente os que participem de seleções para revisores e professores de língua portuguesa. Isso não significa que os candidatos de outras áreas não devam também conhecer e estudar as mudanças ortográficas.
- Como fica a correção das provas discursivas e redações?
As bancas de correção já estão devidamente orientadas para aceitar ambas as formas de escrita durante o período de transição.
- Nos concursos com editais de 2008 e provas em 2009, como fica a cobrança de conteúdo?
No edital dessas seleções, consta a cobrança de conteúdo da ortografia vigente, ou seja, da norma portuguesa da época. Portanto, não será cobrado nenhum conteúdo referente à reforma da língua portuguesa.
- Os candidatos correm o risco de ser prejudicados em razão da reforma
ortográfica na hora de fazer uma prova?
Nas provas discursivas, como ambas as ortografias serão aceitas como corretas, não haverá problema algum. Os candidatos podem ficar tranquilos nesse sentido. O Cespe/UnB está tomando todas as providências para que a nova norma não se transforme em um problema para os participantes. (Cespe/Unb - 21/01/09)

Atualizem seus livros e dicionários e vão se acostumando com a nova ortografia. Porém, temos até 2012 para estudar, compreender ou decorar as novas regras de português. Tudo de acordo com o Cespe