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sábado, 6 de junho de 2009

Governo do Estado ameaça servidores da Seduc, entra com ação judicial e ainda impõe multa se os professores não retornarem ao trabalho.

Não houve acordo entre governo estadual e os professores, por isso, a greve nas escolas da rede pública estadual vai continuar, pelo menos, até a segunda-feira (8), quando os grevistas se reunirão em assembleia geral, a partir das 9 horas. A concentração será à porta da entrada da sede da Secretaria Estadual de Educação (Seduc).
No início da manhã de ontem a secretária de Educação, Iracy Gallo, convocou uma reunião com a coordenação do movimento, mas em apenas 20 minutos de discussão, a comissão de professores se retirou da sala e anunciou a continuidade da greve. Além da secretária, participaram da tentativa de acordo o representante da Casa Civil, Jorge Panzera, secretário-adjunto, Fernando Azevedo, e a secretária de Ensino, Socorro Brasil. A comissão de professores pretendia garantir, pelo menos, o aumento no valor do abono do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) dos atuais R$ 126 para R$ 200 aos professores e dos R$ 100 para R$ 140 para os técnicos administrativos. Mas, o governo não aceitou e secretária avisou que se os professores não retomarem o calendário letivo, haverá desconto dos dias parados durante a greve e ainda acusou o movimento grevista de ser movido por força política e não da categoria.
Na saída da sala, o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores de Educação Pública do Pará (Sintepp), Eloy Borges, acusou o governo Ana Júlia Carepa de ter uma postura arrogante e de perseguir os movimentos sociais. 'Eu avisei à secretária que quem vai decidir se paramos ou continuamos a greve são os professores e não a pressão da Seduc. Vamos provar que a nossa categoria tem dignidade, é soberana e não vai se dobrar a nenhum governo', afirmou Borges. Ele ainda ressaltou que o governo trata os trabalhadores como criminosos, a exemplo da ação judicial movida pela Seduc, em que a Justiça determinou a ilegalidade da greve, impondo multa se os professores não retornarem ao trabalho e avisou que o Sintepp vai recorrer da decisão para cassar a liminar . 'Esta é a marca que este governo vai deixar, de perseguição. Não é a marca de investimentos na educação nem de melhoria na qualidade do ensino, mas da criminalização dos movimentos sociais', definiu Borges. E ainda alertou, 'Esse governo vai saber o que é fazer política no próximo ano'.
Iracy Gallo, entretanto, assegura que o governo cumpriu o acordo com os professores para que eles desocupassem o prédio da Secretaria de Fazenda (Sefa), invadido na terça-feira, concedendo reajuste de salário para a categoria de até 12% para o nível superior.
'O governo já concedeu os percentuais possíveis em tempo de crise. Hoje, nós conclamos a categoria a voltar ao trabalho, mas eles foram irredutíveis. O movimento utilizou a categoria de forma irresponsável porque esta greve é política, pois todos os outros sindicatos fecharam o acordo, mas o Sintepp prefere continuar prejudicando os estudantes', acusou a secretária de Educação.
Iracy Gallo assegurou que o governo quer o diálogo, mas a direção do Sintepp exige um percentual de reajuste muito acima da capacidade de pagamento da administração estadual. Ela também disse que a coordenação dos grevistas fechou acordo apenas com o município de Belém, que ofereceu percentuais menores que o Estado, outro indício de que a greve é movida por interesses políticos de um pequeno grupo que domina o Sintepp. 'Nós vamos pagar os dias parados à medida em que houver reposição das aulas. Isso irá acontecer quando a maioria retornar às aulas e a grande maioria quer voltar a trabalhar porque tem compromisso com a educação pública', ressaltou Iracy Gallo.(ORM)

Concursados do Estado e municípios: manifestação pelos 100% de nomeações

A ASSOCIAÇÃO DOS CONCURSADOS DO ESTADO DO PARÁ convoca a todos os concursados aprovados nos concursos realizados pelas administrações públicas do Estado do Pará (governo do Estado e prefeituras) a participarem de nova MANIFESTAÇÃO PELOS 100% DE NOMEAÇÕES.
Desta vez, com a participação dos companheiros aprovados nos concursos de Marituba, Ananindeua e Santa Bárbara. Afinal a luta é de todos, pois a contratação de temporários para ocuparem as vagas destinadas aos concursados aprovados está acontecendo também nesses municípios.
O local é a sede da Secretaria de Educação (SEDUC), por ser o símbolo da falta de respeito para com os aprovados em concursos públicos.
Amigos, não podemos ficar de braços cruzados esperando pela boa vontade dos governantes. Temos que ir à luta e exigir as nossas nomeações.
Data: 08/6 (segunda-feira)
Horário: A partir das 9hs da manhã
Local: Seduc (Augusto Montenegro)

Venha participar deste ato em defesa dos nossos direitos.
Informações pelo e-mail: asconpa@yahoo.com.br

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Concurso TJE-PA: Comissão pede anulação ao MPE

A comissão de candidatos do concurso para o quadro de reserva do Tribunal de Justiça do Estado (TJE), promovido no dia 17 de maio, protocolou ontem à tarde ofício endereçado ao desembargador Rômulo Nunes, presidente da instituição, apresentando a denúncia de plágio de questões de outros concursos por parte da Fundação Carlos Chagas, responsável pelo certame.
Os candidatos questionam a idoneidade da prova, de acordo com o diretor do Sindicato de Assistentes Sociais no Estado do Pará, Agostinho Belo, pelo menos 12 das 40 questões da prova específica para o cargo de assistente social foram copiadas integralmente de provas de outros concursos. Segundo ele, candidatos de outros cargos também identificaram problemas nas provas específicas.
As acusações foram apresentadas ao Ministério Público Estadual (MPE). A comissão pede que a prova seja anulada. Ontem, a assessoria do MPE confirmou, por meio de nota, que o promotor de Justiça de Direitos Constitucionais do MPE, Alexandre Couto, recebeu a denúncia e solicitou informações sobre o assunto ao TJE e à Fundação Carlos Chagas. O Tribunal de Justiça do Estado informou que não irá se pronunciar até que a Fundação envie nota sobre o caso. A Fundação foi contactada pelo Diário, mas não enviou esclarecimento sobre o assunto.
Para Agostinho, nada justifica a situação. “Todo mundo estuda a partir de questões de outras provas, de outros concursos. É lógico que nós iríamos reconhecer essas questões.”
A Fundação Carlos Chagas está se habilitando a coordenar o concurso público que o Tribunal de Contas dos Municípios irá realizar este ano. Processo nesse sentido encontra-se em análise na assessoria jurídica do TCM. (Diário do Pará)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Assembleias decidem destino de greve

A decisão da juíza Rosileide Maria da Costa Cunha, da 3ª Vara de Fazenda da Capital, de determinar a volta dos servidores da saúde ao batente, revoltou os servidores municipais em greve. Membros do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Pará (Sindsaúde), junto à Associação de Trabalhadores da Fundação Papa João Paulo XIII (Asfunpapa) e ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Pará (Sintepp), fizeram um protesto em frente ao Fórum Cível da Capital em repúdio à conclusão do Judiciário de que a greve seria 'abusiva'. Uma comissão foi recebida no local, mas a posição da Justiça foi mantida. A greve dos três setores - saúde, educação e assistência social - será mantida pelo menos até hoje, quando assembleias serão organizadas para definir uma posição definitiva.
A decisão favorável à Prefeitura de Belém, anunciada à última quinta-feira, se refere somente aos servidores municipais de saúde. O argumento é de que os serviços de atendimento nos pronto-socorros e unidades de atenção básica não podem ser interrompidos, sob risco de prejuízo à população de Belém.
A greve na área de saúde havia sido anunciada em 30 de abril pelo Sindsaúde e já tinha apoio de outros setores do município, como educação e assistência social, que também pararam. Somente 30% do fluxo de atendimentos estava sendo realizado, em unidades como o Pronto-Socorro do Guamá, na tentativa de pressionar o governo municipal a aceitar as propostas de reajuste de 20,84% no salário dos profissionais, além de melhorias na estrutura das unidades.
Outra exigência do movimento, que voltou a ser lembrada no protesto de ontem de manhã, é a instalação da CPI da Saúde na Câmara Municipal de Belém (CMB). Empunhando cartazes, faixas e folhetos com denúncias, os servidores de saúde estavam divididos quanto à decisão de manter ou cancelar a greve, por conta da multa diária de R$ 50 mil que a Justiça determinou, caso o Sindsaúde não acabe com a paralisação. Os servidores ainda terão os dias de paralisação a partir desta semana descontados nos salários.
Após duas horas diante do Fórum Cível, uma comissão de representantes foi recebida pela juíza Ana Patrícia Nunes Alves, da 1ª Vara da Fazenda da capital. Junto a um advogado da Asfunpapa, os servidores argumentaram que a greve não é abusiva e representa uma tentativa de pressionar o Poder Público a esclarecer questões como a gestão de recursos.
'Na área de saúde, a gente quer a investigação de uma CPI porque não sabemos para onde esse valor está sendo desviado', disse a coordenadora administrativa do sindicato, Fátima Luz. 'Abusiva é essa liminar, e não a greve. É uma medida arbitrária, que está tolhindo nosso movimento e trará consequências ainda piores para a população de Belém', reforçou a sindicalista, frisando que a comissão que seria recebido pelo prefeito Duciomar Costa (PTB), também ontem de manhã, 'levou porta na cara'.
Como a posição da Justiça não tem indicações de ser revista, os servidores de saúde irão se reunir a partir das 8h de hoje, na Praça da República, para um novo ato em repúdio. Às 18h, eles voltam a se concentrar, desta vez no Campus do Marco da Universidade do Estado do Pará, na avenida Almirante Barroso, para a assembleia que irá decidir se a greve continua ou não. Da mesma forma, os servidores de assistência social e educação farão assembleias. 'Ainda não sabemos como a situação vai ficar. Dependerá das assembleias de amanhã (hoje)', concluiu Fátima Luz.

Professores do Estado em greve ameaçam fechar a rodovia BR-010

Profissionais da área de educação dos municipios de Irituia, Paragominas, Ipixuna, Aurora do Pará, Mãe do Rio e São Miguel do Guamá fecham, a partir das 8h de hoje, a rodovia federal Belém-Brasilia (BR-010), para protestar contra o que chamam de 'total abandono em que se encontra a educação nessas cidades', que estão subordinadas à 18ª Unidade Regional de Educação (18ª URE).
Com o apoio total do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), os manifestantes dizem que vão colocar, à altura do Km-14 da Belém-Brasilia, na entrada da cidade de Irituia, mais de 200 pessoas para bloquear aquela rodovia, principal rota de Belém para o restante do País. Pais e alunos também devem participar da manifestação.
'O ato acontecerá para denunciar o estado em que se encontra a educação naquelas cidades. A região nordeste encontra-se em total abandono no que diz respeito à educação, já que na região as escolas não estão funcionando por vários motivos: falta de professores para ministrar aula, serventes, vigias, transporte escolar e, principalmente, falta de escolas', afirma uma nota.
A nota diz, ainda, que no município de Irituia, por exemplo, 'salas de aula funcionam em barracões cedidos pela Igreja Católica, como acontece na comunidade de Bangu, localizada há oito quilômetros da sede do município. Além disso, na Escola Maria da Conceição Malheiro, a única construída pelo Estado, há turmas com mais de 50 alunos, em flagrante superlotação, quando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional determina que cada sala de aula só pode comportar no máximo 35 alunos por turma'.
A nota afirma que 'esta greve está acontecendo pelo total descaso com a educação por parte do governo, que não dá suporte básico necessário para os servidores que atuam em educação, sejam professores e corpo técnico em geral, para que todos possam desempenhar suas funções dignamente. Os problemas vão desde falta de estrutura física até a desvalorização dos respectivos servidores. Portanto, trata-se de uma greve que busca exigir do Poder Público melhorias imediatas para funcionamento da educação, bem como desenvolver um ensino verdadeiramente de qualidade'(O Liberal)

Concursados realizam manifestação na quinta-feira

Um grupo de aproximadamente 100 pessoas que passaram no concurso da Seduc (Secretaria de Estado de Educação) realizam um protesto, na manhã de quinta-feira (21), em frente ao Ministério Público do Trabalho, na rua dos Mundurucus.
Os manifestantes dizem que trabalhadores temporários estão sendo contratados enquanto os concursados aguardam as vagas. Amanhã (quinta), acontece também uma reunião entre o procurador José Cláudio Monteiro e representantes da Seduc para discutir o assunto. (ORM)

Servidores da saúde completam 20 dias de greve

Em greve há 20 dias, os trabalhadores da saúde do município de Belém realizaram, na manhã de hoje (19), um novo protesto na Praça da República, com o objetivo foi manifestar repúdio à decisão da Justiça que considerou a greve da categoria abusiva.
Segundo Fátima Luz, do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Pará (Sindsaúde), o objetivo do ato também era conscientizar a categoria sobre a assembléia geral marcada para hoje à noite, durante a qual seriam decididos os rumos do movimento. De acordo com a grevista, a assessoria jurídica do Sindicato já está preparando um documento através do qual vai recorrer da decisão liminar da juíza Rosileide Filomeno, que considerou a greve dos trabalhadores abusiva e determinou o retorno imediato deles às suas funções, sob pena do pagamento de multa diária de R$ 50 mil.
Fátima informou que desde que o movimento de greve teve início, a prefeitura não acenou com nenhuma proposta satisfatória para a categoria. (Diário do Pará)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Após protesto no Samu, servidores fazem ato no TJE

Após mais de uma semana em greve, servidores do município fizeram mais um ato, na manhã do último sábado, em frente ao Samu 192, na travessa Castelo Branco. Durante a manifestação, com faixas e carro som, os servidores se deitaram em frente ao local para simbolizar as pessoas que já foram vítimas do caos vivenciado no setor da saúde.
Segundo Ricardo Chagas, funcionário do Samu, o protesto foi para pedir, além da inclusão dos 20,84% das perdas salariais, condições de trabalho e a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da saúde. “Enquanto ele não atender às nossas reivindicações, a greve vai continuar. E agora nós lutaremos pela instalação da CPI da saúde, porque, assim como a população, nós também queremos saber para onde essas verbas estão sendo desviadas”.
A funcionária do Samu, Luiza Milhomem denuncia que as ambulâncias estão todas sucateadas e falta material constantemente para os servidores trabalharem. “Como as ambulâncias estão sucateadas, nós trabalhamos na precariedade. Assim como a população sofre com a falta de condições de atendimento, nós também sofremos sem poder dar atendimento de qualidade para o povo”.
Na manhã de hoje, a comissão de greve participará de uma audiência no Tribunal de Justiça do Estado (TJE) para pedir esclarecimentos da situação de encaminhamento da liminar que determinou o pagamento das perdas salariais. Às 9h, o ato será em frente ao palácio Antônio Lemos. “A intenção é pressionar o prefeito a sentar para negociar”. (Diário do Pará)

sábado, 16 de maio de 2009

Educadores fazem protesto

O que era para ser apenas uma reunião dentro do ginásio de esportes do campus II da Universidade do Estado do Pará (Uepa) se transformou em ato público dos educadores estaduais, inclusive com bloqueio da Trav. Perebebui, provocando engarrafamento e transtorno para motoristas que pretendiam chegar a Av. Almirante Barroso pela via de acesso, ao lado do Bosque Rodrigues Alves, no bairro do Marco. Depois de reunir com representantes sindicais de 37 municípios, os professores ampliaram a reunião a um grupo maior, incluindo estudantes, e mantiveram a greve que chega ao décimo dia sem avanços nas negociações com o governo.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Pará (Sintep), Eloy Borges, falou a cerca de 1,5 mil pessoas que participaram o ato público, o maior contingente até o momento desde o início da paralisação. O representante da categoria anunciou um calendário de mobilizações para aumentar a adesão dos profissionais ao movimento, que já atinge 47 cidades paraenses e tem adesão em Belém de 80% dos servidores da Educação. A mais importante ocorrerá na próxima quinta-feira, 21: a 'marcha pela educação', a qual terá concentração no trevo do Conjunto Satélite, na Rodovia Augusto Montenegro, e vai até a sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) pressionar por uma audiência com a secretária estadual, Iracy Gallo.
No dia 22, os professores se reúnem em assembléia geral para avaliar as negociações. Segundo Borges, o governo quer conceder reajuste de 12% para servidores com nível fundamental; 10% para nível médio; e 6% para nível superior, além de empurrar a discussão sobre aumento no vale alimentação para setembro somente, quando a concessão pelo Estado do benefício completa um ano.
Já a categoria exige um acréscimo de 30% para todos os níveis, além de aumento imediato e igualitário no vale alimentação de R$ 300. O presidente do Sintep diz ainda que a entidade exige repasse de 100% das verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para melhorias no rendimento dos professores. Para educadores é pago, atualmente, R$ 126, e a reivinicação é que suba para R$ 200. Para demais servidores da educação, o valor é de R$ 100, sendo que a exigência é que aumente para R$ 140. 'Vamos continuar a mobilização para conscientizar mais profissionais a lutar por melhores condições de trabalho e salários mais dignos', dise Eloy Borges.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sobe para 44 número de escolas em greve

Sobe para 44 o número de municípios que aderiram à greve da rede estadual de ensino. Somente em Belém, 60% das escolas estão sem aulas e várias outras já discutem com a comunidade a possibilidade de também parar. Ontem pela manhã, o colégio Jarbas Passarinho estava de portas fechadas. Somente os funcionários da limpeza trabalharam durante o dia. Amanhã, uma assembleia geral será realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp) para definir o rumo da greve.
De acordo com a coordenadora geral do Sintepp, Conceição Holanda, será discutido mais uma vez o posicionamento do governo do Estado em relação à melhoria das condições de trabalho dos professores da rede pública, principalmente, sobre o salário-base dos trabalhadores, que é abaixo do salário mínimo. 'Quando muda o salário nacional, é obrigação do governo do Estado reajustar o nosso automaticamente na data-base, mas isso não aconteceu. Sendo que várias prefeituras já reajustaram o dos professores da rede municipal', informou.
A coordenadora geral do Sintepp também lembrou que a gestão da governadora Ana Julia Carepa foi uma das piores que a educação pública já passou. 'O nosso salário base é menor que o salário mínimo e isso só aconteceu na Ditadura Militar. Não queremos desprezar as serventes dos colégios, mas elas estão ganhando o mesmo que nós, que temos curso superior', disse.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Município de Belém dá reajuste de 6%

A Prefeitura Municipal de Belém anunciou ontem o reajuste de 6% no salário dos mais de 24 mil servidores municipais. O percentual foi o mesmo negociado em 2008, mas o ganho real deste ano representou o índice de 0,17%. De acordo com informações da Secretaria Municipal de Administração (Semad), o reajuste dado aos servidores foi acima da inflação, uma vez que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de abril deste ano fechou em 5,83%.
O anúncio do reajuste foi pela manhã, no prédio da Secretaria Municipal de Coordenação Geral do Planejamento e Gestão (Segep), durante coletiva à imprensa. O aumento já incidirá sobre a remuneração de todo o funcionalismo público que será paga a partir da folha deste mês.
Mesmo com o anúncio de aumento de 6% nos salários do servidor municipal, a categoria decidiu em assembleia, em frente ao Palácio Antônio Lemos, continuar com a greve por tempo indeterminado. Eles exigem a incorporação salarial de 20,84% correspondentes a perdas salariais desde de 1992. Porém, segundo a Secretaria de Assuntos Jurídicos (Semaj), a incorporação não foi autorizada pela Justiça.
A Segep revela que a Prefeitura de Belém já deu ganho real de 9,93%, o que representa o acumulado dos últimos cinco anos da gestão de Duciomar Costa. No entanto, a secretaria admite que corre risco em aumentar o ganho do salário dos servidores.O secretário da Segep, Edilson Pereira, afirma que a crise chegou aos municípios paraenses e que até o primeiro bimestre deste ano Belém sofreu uma perda na arrecadação de R$ 11 milhões. O valor, segundo o secretário, representa 1,18% a menos na arrecadação se comparado com o mesmo período do ano passado.
'Com certeza, essa perda vai repercutir e afetar alguns setores do município. Mas estamos nos esforçando para garantir o direito de atualização de salário dos servidores municipais', assegura Pereira, ao afirmar que a secretaria ainda vai fazer um estudo de análise para saber quais os setores que serão priorizados para não serem afetados diretamente. 'Com o próximo aumento do salário-mínimo, algumas categorias, como professores, podem ainda obter ganho de até 12% neste ano nos salários', completa.
Atualmente, a arrecadação anual da prefeitura é de R$ 1 bilhão, sendo que os gastos com a folha de pagamento dos funcionários fica entre R$ 33 milhões e R$ 55 milhões mensais. Em 2008, os gastos com pessoal foram de mais de R$ 511 milhões, o que representa metade da arrecadação.
CÁLCULOS
A secretária municipal da Semaj, Alinny Ataíde, diz que a solução para as perdas históricas atrasadas desde 1992 ainda está em execução e afirma que o cálculo do pagamento pedido pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Belém (Sisbel), de R$ 904 milhões, é irreal. 'O Sisbel apresentou um cálculo e nós não concordamos, porque há um excesso de servidores que constam desse valor que não deveriam estar lá', afirma a secretária. A prefeitura, segundo ela, ainda tem o prazo de 30 dias para apresentar os motivos por embargo pelos quais discordou da decisão judicial.
Alinny informou que a Semaj já pediu às secretarias que estão em greve um relatório sobre a paralisação. Além disso, integrantes da comissão negociadora da Prefeitura de Belém solicitaram uma lista com os nomes dos servidores que aderiram à greve nos dias 13, 22 e 30 de abril. Os representantes dos sindicatos pediram que a falta seja abonada e a gestão municipal pediu a lista para saber quantos servidores estiveram em greve para analisar o real quantitativo que aderiram ao movimento nestes três dias. A lista será protocolada na Secretaria Municipal de Administração (Semad) na próxima segunda-feira, prazo máximo pedido pelos servidores.
A intenção da secretaria, de acordo com Alinny, é comprovar que a greve feita pelos servidores está sendo abusiva. 'Se nós constatarmos que há uma abusividade, iremos entrar com uma ação na Justiça para solicitar multa aos sindicatos envolvidos por cada dia de greve', afirma a secretária. Ela acrescenta que o valor da multa deverá ser arbtirado pela Justiça.(O Liberal)

Reunião entre professores e Governo termina sem avanços

Não houve acordo na reunião de negociação entre professores da rede estadual em greve e representantes do Governo do Estado, nesta terça-feira (12). Após protesto pelas ruas de Belém, os servidores foram recebidos pelo secretário de Planejamento, Orçamento e Finanças, José Júlio Ferreira Lima, e representantes da Seduc (Secretaria de Estado de Educação). Sem avanços nas negociações, a greve dos servidores, que já dura oito dias, continua por tempo indeterminado.
De acordo com Eloy Borges, coordenador geral do Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará), nenhuma das reivindicações da categoria foram atendidas. 'O Governo mantém a proposta de reajuste de 6% e não é isso que queremos', disse Borges. Os professores reivindicam aumento de 30% em cima do salário base. Com o reajuste, o salário passaria para R$1.132.
Na extensa pauta também estão o plano de carreiras e remuneração e melhores condições de trabalho. 'Nós queremos que as escolas sejam reformadas e que sejam equipadas com materiais que possibilitem educação tecnológica, como tvs e data shows', disse Mateus Ferreira, diretor do sindicato.
Além de exigirem novas posturas do governo com relação a pauta de negociação da categoria, os profissionais contestaram a demissão de temporários sem a chamada de concursados e a revogação do distrato de temporários.
José Julio Lima explicou que a revogação foi necessária para que algumas escolas não ficassem sem aulas. Sobre a chamada de concursados ele ressaltou que está obedecendo a um processo de substituição dentro das limitações do orçamento, além de contemplar determinação do Ministério Púbico. Ele garantiu ainda que a chamada de concursados continua na agenda do governo, principalmente, na área de educação. Os casos de escolas que tiveram problemas com falta de profissionais estão sendo avaliados para correção.
José Julio também esclareceu que os direitos trabalhistas dos demissionários serão respeitados e garantidos dentro da legalidade. Sobre os itens econômicos da pauta, o governo reforçou que as possibilidades limites do orçamento do estado são os índices de 12,05% para o nível operacional, de 9% a 10% para o médio e de 6% a 7% para o nível superior.
Na reunião de hoje, o secretário José Júlio informou, também, que o reajuste no auxílio alimentação só poderá ser concedido em setembro, quando a arrecadação fiscal do Estado tende a melhorar. Durante a reunião foi formada uma comissão para analisar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos professores.
Ato público -
Cerca de mil servidores realizaram, na manhã de hoje, um ato para forçar uma negociação com o Governo do Estado. A caminhada começou na Praça Santuário e terminou em frente à sede da Sepof.
Desde o dia 6 de maio, cerca de dez mil servidores da educação estadual paralisaram as atividades. Só na Região Metropolitana de Belém, 300 escolas estão sem aulas.(ORM)

Duciomar não atende servidores e greve continua

Continua a greve dos servidores municipais. A decisão foi tomada ontem pela manhã após reunião entre grevistas e representantes da Prefeitura de Belém. A reunião estava marcada para as 10h, mas a comissão só foi recebida às 11h30. O prefeito Duciomar Costa não compareceu.
Os servidores, em greve desde o último dia 30, se concentraram desde as 8h em frente ao Palácio Antônio Lemos, sede da Prefeitura de Belém, para pressionar o início das negociações entre as categorias e a prefeitura municipal. Entraram para negociar representantes das secretarias de Educação, Assistência Social, Finanças, Meio Ambiente e Saúde. Eles foram recebidos pelo chefe de gabinete da Prefeitura de Belém, Emerson Voughn, e pelo secretário municipal de Finanças, Walber Ferreira. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Belém, Duciomar Costa não participou por causa de uma reunião com a governadora Ana Júlia Carepa.
As negociações referentes ao reajuste salarial dos servidores municipais já se arrastam há mais de cinco meses, de acordo com o coordenador das relações de trabalho do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Pará, Carlos Aroldo Costa.
DESCONTOS

Durante a reunião, os servidores foram informados que os dias parados seriam descontados no contracheque. Sobre o reajuste de 20,84%, os representantes da Prefeitura de Belém disseram que eles ainda têm um prazo de 19 dias na Justiça estadual para se manifestar sobre essa decisão.
Diante do insucesso das negociações, os servidores se reuniram em assembleia geral com as categorias, que estavam esperando pelo resultado da reunião em frente ao Palácio, e decidiram pela continuação da greve. Costa diz que, mesmo após 11 dias de greve, não houve nenhuma contraproposta do governo para que a paralisação chegasse ao fim.
A demora para que a comissão composta por representantes das categorias em greve fosse recebida resultou em mais protestos. Por volta das 11h os manifestantes resolveram fechar a avenida Portugal, ao lado do Palácio Antônio Lemos, depois de mais de hora de espera, e só saíram de lá quando receberam a informação de que finalmente seriam recebidos.
Hoje, às 16h, na escola Augusto Meira, os professores da rede municipal avaliam a proposta de reajuste de 6% apresentada pela Prefeitura Municipal de Belém (PMB). Segundo o Sintepp, os 1.500 docentes do município, dentre as reivindicações, pedem melhoria salarial de 15% e incorporação 20.84% de perdas históricas. (Diário do Pará)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Pará: professores da Seduc entram em greve

Os professores da rede estadual entraram em greve na manhã de ontem depois de mais uma rodada de negociações sem sucesso com o governo, realizada na Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof ). A reunião com representantes do Estado discutiu o reajuste salarial e problemas de falta de segurança nas escolas.
Enquanto a comissão estava dentro da Secretaria, centenas de professores e alunos faziam um ato com faixas e um trio elétrico próximo à avenida Visconde de Souza Franco. Após o fim da reunião, a categoria deliberou pelo fim da greve.
Segundo Eloy Borges, coordenador geral do Sindicato dos Professores do Ensino Público (Sintep), durante a negociação, nenhuma proposta foi apresentada para a comissão. “O secretário adjunto de Administração (Silvio Ronaldo Machado de Souza) disse que continua o processo de negociação, mas que até hoje (ontem) a proposta do governo era a mesma e nós não vamos aceitar”.
Na rodada de negociação do mês passado, o governo havia proposto, de acordo com Borges, o reajuste de 6% do salário dos trabalhadores de nível superior, 10% para nível médio e 9% para fundamental. No entanto, a categoria reivindica 30% de reajuste salarial e o aumento do auxílio alimentação de R$ 100,00 para R$ 300,00. “O governo está nos enrolando. Essa já foi a sexta reunião. Na última negociação nós falamos com outras pessoas e agora mandaram o secretário adjunto, que nunca tinha participado de nenhuma negociação. Isso é um absurdo”.
SEGURANÇA - Os alunos que participavam da manifestação carregavam faixas pedindo mais segurança para as escolas. A estudante de uma escola do Tapanã, Jordana Borges, afirmou que ninguém consegue mais ir para a escola no período da noite, por conta do grande número de assaltos que acontecem. “No ano passado uma colega minha até saiu de lá, porque tinha medo de ser assaltada. E agora a gente está quase sem aula, porque os professores também não estão mais indo. Ninguém pode andar sozinho por lá que os ladrões agem”.
A professora da mesma escola, Célia Lima, contou que todos os dias acontecem assaltos. “Os alunos estão sem aula, porque quando chega a noite os ladrões pulam o muro da escola e roubam os estudantes e até mesmo os professores. É por isso que hoje nós estamos aqui, para pedir, além do reajuste salarial, que é nosso direito, mas também para pedir mais segurança e condições de trabalho, porque a gente está trabalhando com medo”, contou.
Temporários serão mantidos
O governo do Pará vai rever os distratos de professores da rede pública de ensino que estavam sendo dispensados para atender ao Termo de Ajustamento de Conduta entre Estado e Ministério Público do Trabalho. O acordo prevê a substituição gradativa de servidores temporários por concursados. Para rever as demissões, o governo revogou uma portaria de 30 de abril de 2009 que dispensava 2.235 temporários. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) vai analisar entre esses servidores quais são os casos de professores que ainda não têm substitutos concursados. Se o governo insistisse em manter as dispensas, várias turmas teriam o ano letivo interrompido por falta de docentes. As maiores dificuldades estão nas escolas Tecnológicas e nos colégios do interior.
O problema da falta de concursados para substituir esses servidores foi levado na terça-feira pela secretária de Educação, Iracy Gallo, para a governadora Ana Júlia Carepa, que decidiu então pedir uma trégua ao Ministério Público do Trabalho. Por telefone, a governadora explicou a situação das escolas e acabou conseguindo autorização para rever os distratos.
São casos como o do professor Agenor Moreira, do curso de Meio Ambiente, da Escola Tecnológica do Pará que fica em Paragominas. Responsável pelas disciplinas de Legislação Ambiental, Recuperação de Áreas Degradadas, Segurança no Trabalho e Gestão Ambiental, Moreira teve o distrato anunciado no mês passado. Ele deixaria quatro turmas sem aulas. No início de abril, estudantes da escola chegaram a interditar a PA- 256, principal via de entrada ao município de Paragominas, em protesto contra a dispensa do professor.
A expectativa é de que esses servidores fiquem no governo, no mínimo, até o final do ano. Isso porque para conter gastos o governo já anunciou que não fará concursos nos próximos 90 dias e poderá estender a medida para o segundo semestre. Sem realizar concurso, só restará manter os temporários. (Diário do Pará)

domingo, 3 de maio de 2009

Professores municipais devem aderir à paralisação

Lideranças do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública no Pará (Sintepp) afirmam que a categoria aderiu ao movimento de greve. A coordenadora do Sintepp pelo município de Belém, Silvia Letícia da Luz, informa que a mobilização está sendo feita para que, a partir de segunda-feira, as escolas não funcionem.
Segundo ela, a educação tem um déficit de funcionários e qualidade da merenda escolar, seja nas Unidades de Educação Infantil (UEIs), seja nas escolas de ensino fundamental. “Temos professores que estão adoecendo, porque não podem tirar licença. Há muitos anos não tem concurso público, tem profissionais saindo e quem permanece fica com uma sobrecarga”, ressalta.
Silvia fala também que por causa da violência nas escolas, os professores apresentam problemas de saúde, física e mental. Segundo ela, os trabalhadores que estão nas escolas onde é grande o índice de violência não levam bolsa, com medo de serem assaltados. “Registrado casos frequentemente, por exemplo, nas escolas Estelina Valmon (Terra Firme), na Parque Amazonas (Guamá) e Rotary (no Jurunas)”, afirmou Silvia.
SEGURANÇA - Em nota, a Secretaria Municipal de Educação disse que toma “todas as medidas de segurança possíveis para garantir a integridade dos professores, mas (...) o problema da segurança pública extrapola os limites da município”. A Semec informou que “mantém em todas as escolas, dia e noite, vigilantes profissionais de um empresa particular contratada”.
A Semec lembra que em outubro houve concurso para professores, mas que já estão sendo estudadas possibilidades de se promover o próximo. Quanto à negação ao direito de férias e licença aos trabalhadores, a Semec esclarece que tal afirmação não procede. Quando um professor tira férias ou pede algum tipo de licença, a Semec contrata professores para prestar o serviço em caráter temporário, respeitando os direitos garantidos por lei. (Diário do Pará)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Greve municipal marca o dia 1º de maio

O Dia do Trabalhador, este ano em Belém, será marcado pelo início da greve por tempo indeterminado dos servidores de todas as secretarias do município. De acordo com a categoria, após várias audiências e 'inúmeras promessas de Duciomar Costa', os trabalhadores da capital decidiram fazer a mobilização geral. Hoje, a partir das 8 horas, na Praça do Operário, em São Brás, cerca de 10 mil pessoas são esperadas para a concentração. Os manifestantes reclamam o acréscimo de 20,84% no salário-base, referentes a perdas históricas atrasadas desde 1992. Esta posição foi tomada depois que o prefeito não recebeu os sindicatos do serviço público municipal para discutir a campanha salarial de 2009.
Logo mais, às 18 horas, os servidores voltam a fazer protestos no centro da cidade e na segunda-feira (4), a partir das 7 horas, haverá um ato público em frente ao Hospital Pronto-Socorro da 14 de Março para a consolidação da greve. Esta unidade de saúde e Pronto-Socorro do Guamá também aderiram ao movimento grevista, atendendo a população apenas com os 30% do corpo funcional exigido pela Justiça.
O começo da greve dos servidores públicos do Município de Belém gerou, ontem, tensão nos hospitais de Pronto-Socorro do Guamá e da travessa 14 de Março. No começo da noite, houve um princípio de tumulto no hall de entrada do HPSM do Guamá, quando uma senhora tentou ingressar na unidade de saúde, em busca de atendimento, mas esbarrou em um dos grevistas, funcionária do hospital fechando o portão de acesso. O fato revoltou a usuária, que partiu para a discussão com a profissional de saúde, e revela o nervosismo com a decisão dos servidores do HPSM do Guamá de manter somente os 30% constitucionais dos serviços, ou seja, somente são atendidos os pacientes internados e os casos de urgência. Uma comissão de triagem de pacientes e do comando de greve dos servidores posicionou-se na entrada do hospital, enquanto homens da Guarda Municipal de Belém guarnecem o local.
O acompanhante de um enfermo internado no HPSM do Guamá dormia em uma rede atada em uma árvore e na grade do estacionamento do hospital. De acordo com os manifestantes, os servidores municipais da saúde participam hoje do ato público pelo Dia do Trabalhador, e, em seguida, vão fazer piquete em frente ao HPSM da 14 de Março, que até ontem à noite estava em funcionamento normal. A diretora geral da Secretaria Municipal de Saúde, Kendra Botelho, monitora o funcionamento dos PSMs. Ela esteve no da 14 de Março, à noite de noite, e informou que o quadro de funcionários estava completo. Kendra disse ter tomado conhecimento do fato ocorrido no Guamá, quando os profissionais de saúde começaram a fazer uma triagem dos pacientes.
Mais de 150 funcionários protestaram em frente à sede da PMB
Ontem pela manhã, mais de 150 servidores fizeram um manifesto em frente ao Palácio Antônio Lemos, sede da Prefeitura de Belém. Sem serem ouvidos por qualquer responsável no paço municipal, os manifestantes fecharam a avenida Portugal por mais de uma hora, quando a greve foi anunciada.
No começo da manifestação, os servidores questionaram que o limite para o reajuste salarial é o dia 10 de maio, mês da data-base para reajustes. 'Porém, o Duciomar é muito esperto. Está querendo se reunir com os nossos representantes somente no dia 11, que é para ele dizer que a data que ele poderia incluir o aumento já passou, mas não vamos deixar isso acontecer, não importa o que tenhamos de fazer. Isso é só mais um dos defeitos do mandato dele. Nunca a saúde esteve tão precária em nossa cidade', disse Fátima Luz, do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindsaúde).
Ela afirma que o protesto foi motivado pelo descumprimento de uma promessa feita pelo prefeito. Duciomar, segundo Fátima, faltou a audiência com representantes dos sindicatos, servidores e associações municipais para discutir o pagamento das perdas históricas. Josyane Quemel, da Associação de Funcionários da Funpapa, conta que o valor reclamado já é uma antiga promessa.
De acordo com a assessoria da prefeitura de Belém os trabalhos nas secretarias são feitos normalmente e que, no dia 11 de maio, como estava marcado anteriormente, o prefeito recebe os servidores municipais.(Jornal Amazônia)

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Servidores da saúde protestam na Sepof

Funcionários da saúde do Estado protestam, desde as 15h desta quarta-feira (29), em frente a sede da Secretaria de Orçamento e Planejamento do Estado do Pará (SEPOF). Eles reivindicam a implantação do plano de cargos e carreiras, reajuste de 15% no valor do salário base, a criação de um plano habitacional específico para servidores estaduais, além de auxílio refeição no valor de R$300.
Segundo informações do coordenador do Sindsaúde, Robson Rodrigues, um grupo formado por servidores está reunido com o Secretário da Sepof. 'Queremos a implantação do plano de cargos e carreiras, aumento de 30% no salário base, implantação de um plano habitacional e o aumento do auxílio refeição que atualmente é de R$80', diz Robson.(ORM)

As discussões sobre o reajuste dos servidores do Estado e o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) ganharam novos contornos na última sexta-feira, 24 de abril, depois da Assembléia Geral dos Servidores do Estado, realizada pela manhã, no ginásio da UEPA. Tanto o governo de Estado quanto a Intersindical foram alvo de pesadas críticas, o primeiro por protelar não só o plano como um índice de reajuste digno para os servidores. O segundo pelo imobilismo, notado pela fraca presença de servidores e os sindicatos que os representam.
Mesmo a Intersindical alegando que conseguiu antecipar as discussões do PCCR de dezembro (como queria o governo) para setembro deste ano, a entidade recebeu criticas por não ter um projeto em mãos para negociar com o governo.
A proposta de aumento salarial do governo de 6% (nível superior), 9,93 (nvel médio) e 12% (nível superior), foi considerada graciosa pelos presentes. A Intersidincal propõe reajuste linear de 15% para todos os servidores do Estado. Os servidores também mostraram irritação com falta de proposta do governo para outros itens da pauta econômica como a melhoria do Auxílio Alimentação e as perdas históricas da categoria.
Diante do impasse, a assembléia decidiu recusar a proposta governamental e mobilizar o maior número possível de servidores para as próximas negociações da Intersindical.
Por conta dessa decissão, a reunião com o governo, que deveria acontecer nesta segunda-feira, 27, foi transferida para quarta-feira, 29, às 15 horas, na Sepof.
Caso não haja avanço nas discussões, abre-se perspectiva de uma greve dos servidores em todo o Estado.(Blog dos Servidores do Detran)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Servidores da Prefeitura Municipal de Belém paralisam por 24h a partir de amanhã

Servidores da Prefeitura Municipal de Belém prometem cruzar os braços durante 24 horas e fazer manifestação, amanhã, para cobrar a reposição das perdas salariais acumuladas entre os anos de 1992 e 1994. Os manifestantes estão chamando a data de “Dia D”. Serão mantidos somente os serviços essenciais, como o atendimento médico nos postos e prontos-socorros, e nos abrigos.
A paralisação inicia às 9h, na praça Santuário, em frente à Basílica Santuário de Nazaré. De lá, os servidores sairão com faixas e carro som, em caminhada rumo à sede da PMB, para tentar uma audiência junto ao prefeito Duciomar Costa.
De acordo com a presidente da Associação dos Servidores da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), Gualdina Maria Neves, as perdas salariais acumuladas entre os anos de 1992 e 1994 somam 20,84%, sem correção. O Sindicato dos Servidores de Belém (Sisbel) ingressou há cerca de 17 anos com uma ação solicitando o pagamento das perdas e, afirmou Gualdina, a Justiça determinou em dezembro do ano passado o pagamento desses valores de forma retroativa e o reajuste imediato do percentual sobre o salário-base dos servidores.
Têm direito ao pagamento retroativo e o reajuste salarial todos os servidores que integram o quadro funcional do município desde 1992 ou que trabalharam naquele período. Os valores dos retroativos variam de acordo com cada servidor. Mas em geral estão entre R$ 30 e R$ 130 mil. Os servidores que ingressaram no município depois desse período também têm direito, já que seus salários são considerados defasados. Atualmente, a administração municipal conta com cerca de 25 mil servidores.
“A gente quer que ele se posicione e apresente, pelo menos, uma proposta. Perto da eleição ele anunciou que ia pagar as perdas. Mas foi só um subterfúgio para ganhar a eleição”. Os funcionários também querem a revogação do decreto, assinado no dia 31 de dezembro de 2008 pelo prefeito, que retira dos salários o pagamento de abonos e gratificações.
INTERSINDICAL - Representantes da Intersindical e do governo do Estado se reúnem na tarde de hoje para discutir a pauta de reivindicações apresentada pelos sindicalistas. Durante a reunião, serão discutidas questões sociais e também assuntos como reajuste salarial, Projetos de Lei e capacitação dos funcionários. O Secretário Estadual de Planejamento, José Júlio, deve participar da reunião.
Entre as reivindicações dos servidores estão o aumento salarial de 15%, reposição de perdas histórias de cerca de 70%, dependendo do nível de escolaridade, e o aumento do auxílio alimentação. “Nós temos sido pacientes nos últimos dois anos quanto à questão salarial e sabemos que esse ano o governo estadual vai usar a desculpa da crise financeira, mas vamos lutar por nossos direitos”, afirma o sindicalista. (Diário do Pará)

Sexta-feira, 13. Dia de Manifestação dos Servidores da Prefeitura de Belém.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Servidores de Parauapebas paralisam atividades

Quase mil servidores da saúde paralisaram as atividades, na manhã desta sexta-feira (6), em Parauapebas, sudeste paraense. Eles se dividiram em dois grupos. Um foi protestar na Câmara de Vereadores e outro participa de uma reunião com o secretário de saúde do município.
Eles protestam pelo corte das horas extras e corte do adicional de insalubridade. Segundo a coordenação do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do Pará, o pagamento foi suspenso no mês de janeiro e fevereiro deste ano. Eles reivindicam ainda contra as péssimas condições dos equipamentos usados pelas equipes médica e de enfermagem.
Segundo a direção do hospital municipal, a equipe escalada para o trabalho hoje não faltou e o atendimento está normal. Hoje à tarde será realizada uma assembléia para negociação da pauta. Se as reivindicações não forem atendidas, os servidores ameaçam entrar em greve a partir da próxima semana.(ORM)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Guerreiros: A Associação dos Concursados do Pará marca reunião para uma nova mobilização

De acordo com o tópico "Mobilizações SEDUC C-105, C-125, C-126 e C-130" da comunidade criado em 11 de fevereiro, um dos membros da Belém Pará Concursos Públicos e da comunidade Concurso da Seduc - 2008 chamado Capitão Azul, postou informações de que haverá uma reunião em prol dos concursados não nomeados nos últimos concursos que o Governo do Pará realizou. O tópico informa também que no dia 02 (dois) de março ocorrerá uma nova reunião no CENTUR às 18h para discutir o futuro da mobilização que já tem data marcada, 05 (cinco) de março, caso não haja mudanças no decorrer da reunião. Informam também que todos os que buscam seus direitos, sejam concursados já aprovados ou não, concursados que aguardam há anos a nomeação, concursados que conseguiram adiantar suas nomeações em lutas anteriores, parentes de concursados, até mesmo concursados de outros órgãos que queiram ampliar essa luta diante da morosidade do governo, marquem presença para protestar contra o acordo feito pelo Ministério Público do Trabalho cujas prerrogativas de prorrogação aos distratos de temporários infringem diretamente o que está escrito no artigo 37, II da Administração Pública na Constituição Federal - "a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração". Tá certo que essa novela continua sem fim, mas há tempos que todos nós, concurseiros do Pará, estamos correndo atrás de nossas conquistas, nossos postos de trabalho no serviço público. Vamos dar um fim nessa novela do governo estadual. Juntem-se para a nomeação sair antes que as prorrogações expirem editais impedindo a entrada de concursados aprovados. Não é vergonhoso sair às ruas manifestando direitos adquiridos, é HONRA participar junto aos GUERREIROS que lutam e são nomeados após meses ou anos de plena dedicação aos estudos! É MÉRITO conseguir com orgulho seu espaço no serviço público. Ser nomeado para cargos em comissão é muito fácil, basta conhecer e puxar o saco dos padrinhos ou chefias de órgãos. Agora estuda e passa em concurso. É difícil? É! É pior que passar em vestibular? Sem dúvida! Então acordem os que dormem e levantem os que não reagem! O concurso que todos nós fizemos ainda nem acabou. O Carnaval acabou, mas a festa continua inteirinha no governo. Vamos acabar com essa folia e partir pra cima dos que não querem abrir mão de nossas vagas conquistadas por direito! Concurseiros, é hora! É agora! Vamos participar da reunião. Para não ficar por fora, a comunidade já tem no link de eventos o local, data e hora da reunião e da mobilização como aqui foi citado. Vou ser sincero, eu consegui conquistar minha vaga em concurso através das manifestações que os concursados do Detran fizeram, nós fomos lá, apitamos com nariz de palhaço e carro som. Faltando menos de dois meses para expirar o edital, esperando mais de um ano e meio, fomos nomeados. Graças à Deus e à nossa luta, obtivemos nosso espaço. Portanto, acreditem! No dia em que vocês fizerem uma prova de concurso, pode ser que nesse momento não seja o primeiro e único muro. Podem existir muros até mais altos para se ultrapassar. O Governo não dará nenhuma mão, você terá que alcançar tudo sozinho. Mas não desanime, existem pessoas como muito de nós, concurseiros ou concursados, que estarão junto com você para dar mais de uma mão. E essas mãos se chamam mobilização! E lembrando que a única diferença em comparar novela com o atual governo do Pará é que o primeiro sempre apresenta um capítulo inédito, já o segundo, não, só repete. (Luís Alves)

domingo, 25 de janeiro de 2009

Fórum Mundial da Educação é palco para Manifestação pelos Direitos dos Concursados do Pará

Nesta manhã de segunda feira, dia de abertura do Fórum Mundial da Educação, a frente do Hangar vai servir serviu para palco de protestos já programados para acontecer.
De acordo com a reunião da Associação dos Concursados do Pará ocorrida no dia 21 de janeiro no Centur os participantes irão organizar organizaram um apitaço com auxílio de carro-som e faixas. A mobilização tenta mais uma vez acordar a sociedade e principalmente os concursados que aguardam há tempos uma resposta do governo para serem nomeados substituindo assim os temporários gradativamente como exige a liminar do STF desde dezembro de 2007. Lembrando que a demissão de todos os funcionários públicos temporários foi prorrogada de 31 dezembro de 2007 para 31 de julho de 2008 após um acordo entre o Estado e o Ministério Público do Trabalho. De lá pra cá essa novela só se estendeu e muitos temporários continuam trabalhando tranquilamente em seus departamentos conseguindo de mês em mês, de dois em dois meses ou até mais, renovação de contratos enquanto que os concursados continuam estudando, gastando dinheiro com cursinhos e apostilas, se preparando para um lugar no serviço público... mas nada de nomeação. Além de toda essa preparação, inscrição, prova, alguns as provas de títulos, a aguardada aprovação e pronto? Que nada! Ainda temos que esperar o governo acatar com seus erros e improbidades por parte de uma minoria para que as nomeações sejam finalmente feitas. Isso se forem realmente feitas. O ano de 2009 nem começou e daqui a pouco é a vez da Prefeitura de Belém do Pará que há mais de 4 anos não realizou nenhum concurso público, mas essa novela é outra e não se chama Caminho das Índias e sim Caminho das Pedras. União Concursados!