terça-feira, 31 de março de 2009

Dicas: Algumas dicas de estudo para a prova do Ministério da Fazenda levando em conta o edital

O concurso do Ministério da Fazenda para 2 mil vagas de assistente técnico-administrativo, que exige nível médio e cujo salário é de R$ 2.590,42, deve ser um dos mais concorridos do ano, apontam especialistas. A organizadora é a Escola de Administração Fazendária (Esaf), do próprio ministério. A prova será aplicada no dia 10 de maio.
Professores deram dicas de estudo levando em conta o conteúdo do edital.
De acordo com Carlos Alberto De Lucca, coordenador geral do curso preparatório Siga Concursos, as disciplinas de português, direito tributário e direito previdenciário são as que têm maior peso na prova e, portanto, exigem mais atenção do candidato.
Segundo ele, de 20 questões de português, o candidato deve acertar pelo menos 8 para não ser eliminado. E, se gabaritar na disciplina, já consegue 40 (ou um terço) do total de 120 pontos.
Considerada a prova inteira, De Lucca lembra que é preciso que o candidato acerte pelo menos 72 pontos (ou 60% do total de 120) para poder ser aprovado no concurso.
O professor recomenda que o candidato dedique um dia de estudo para português, outro dia para direito tributário e previdenciário e o outro dia para as demais disciplinas (raciocínio lógico, informática, direito administrativo e constitucional).
Raciocínio lógico e informática
Para De Lucca, a disciplina de raciocínio lógico engloba conteúdo parecido com o de outras provas para cargos de nível médio da Esaf. Por isso, ele recomenda que o candidato faça provas anteriores da organizadora para treinar.
No caso de informática, o especialista indica que o candidato priorize os conteúdos de software livre Linux, BrOffice, internet e redes.
Português
Segundo De Lucca, a Esaf costuma colocar textos na prova de português e, a partir deles, apresentar questões. “Para ganhar tempo, o candidato deve ler a questão primeiro para depois ir aos textos, já direcionado para o que a pergunta pede”, diz.
Tatiane Félix da Cruz, professora de português da Central de Concursos, recomenda que o candidato estude principalmente regência e concordância nominal e verbal. Por ter peso dois, ela indica que o candidato comece o exame pela prova de português. Além disso, tanto os textos quanto as alternativas costumam ser longos, o que demanda muita concentração.
Direito previdenciário
O professor de direito previdenciário Ítalo Romano Eduardo diz que os candidatos devem se dedicar aos aspectos constitucionais da seguridade social (artigos 194 e 195 da Constituição); salário de contribuição; prazos de recolhimento, que foram alterados recentemente pela Medida Provisória 447; e acréscimos legais e juros e multas, alterados pela MP 449.
Segundo ele, o candidato deve estudar o decreto 3048/99, que trata do regulamento da Previdência Social, especificamente os artigos 194 a 255. “Todo o conteúdo do edital para a disciplina está ali”, diz.
Direito tributário
Cláudio Borba, professor de direito tributário, diz que o candidato deve estudar a disciplina de forma bem objetiva. “As perguntas serão em cima do que diz a lei”, afirma.
Ele recomenda que o candidato estude o Código Tributário Nacional (lei 5.172/66), dos artigos 3 a 67, 114 a 118, 127, 139 a 175 e 201 a 208. Além disso, é importante estudar a Constituição, dos artigos 145 ao 154. “Mas tem que entender o que os artigos dizem, e não apenas decorar."
Direito administrativo e constitucional
Segundo Elias Freire, professor de direito administrativo, a Esaf costuma explorar todos os pontos do edital na disciplina. Por isso, ele recomenda que todos os itens devem ser estudados.
Ele diz que o candidato deve dar especial atenção para o que será pedido na lei 8.112/90 e para dispensa e inexigibilidade na parte de licitação, além do código de ética do servidor.
Sylvio Motta, editor de Concursos da Editora Campus/Elsevier, diz que os Títulos I, II e III da Constituição caem inteiros na prova, além dos três primeiros capítulos do Título IV.
“Isso, no entanto, não deve assustar ao candidato, pois apenas noções desses temas podem ser exigidas”, ressalta Motta. Segundo ele, na prova existe uma maior chance de questões envolverem jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
Motta aposta que a prova terá o grau de dificuldade próximo ao dos concursos para a Receita Federal nas disciplinas de direito tributário, direito previdenciário e informática. (G1)

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